sábado, 17 de outubro de 2020

Sobre a árdua atividade de escrever uma história...



 

Olá a todos. Creio que muitos, assim como eu, sempre pensaram em escrever uma história. É difícil dizer quando esse desejo começa, comigo, recordo-me que começou quando eu tinha lá pelos meus quatorze anos e gostava muito de animes. Sempre ficava imaginando como seria "meu anime de ação", criando os protagonistas, vilões, imaginando as lutas e os romances. Entretanto, tudo não passava de um sonho sem muita forma. Eu chegava a criar arcos inteiros em minha cabeça. Em duas horas deitado na cama enquanto olhava para o teto, criava uma história épica que se estenderia por muito, mas muito tempo.


Isso não era a ideia de criar um livro ainda, até porque, naquela época, eu nem cogitava em usar da escrita para expressar o que sentia. Eu nem sequer gostava de ler! Mas os anos foram se passando, eu cresci, conclui o ensino médio e, por um acaso do destino, me peguei lendo meu primeiro livro pra valer "A menina que roubava livros". Nossa! Como foi boa essa experiência! A partir dai, minha nova paixão era ir a livrarias e caças novos livros para ler. Muita coisa aconteceu desde então, mas, resumindo, comecei a ler fanfics e me perguntar se eu não podia escrevê-las também. Comecei com uma fanfic de um jogo desconhecido, msm que a protagonista do mesmo seja até bem famosa, Darkstalkers.


Ainda escrevi muitas outras fanfics até finalmente a ideia de escrever meu próprio livro surgiu em minha mente. Era algo ambicioso e assustador. Quem eu era para contar uma história para alguém? Eu nem havia feito um "curso" nem nada que me desse um "certificado" de que era bom em escrita. Tive muito medo. A ideia do roteiro dançava em minha mente, um tanto vaga é verdade, mas era o suficiente para uma boa história, e com isso em mente me encorajei para começar o trabalho.


Comecei a me dedicar a tal história, era de fantasia na Grécia antiga (e, meu deus! Depois de estudar sobre esse período na faculdade, percebi o qual errada estava minha representação da Grécia! rs). Seja como for, avancei aos poucos, um capítulo aqui, outro ali, a coisa foi andando lentamente. Eu até tinha amigos com quem poderia mostrar meus textos, mas tinha vergonha. Então, apenas segui escrevendo e torcendo para a coisa ficar boa.


Com o passar dos messes a história foi ganhando mais forma, a trama, que antes era vaga em minha mente, estava se tornando "real" quando as cenas eram escritas! Hoje, pensando a respeito, acho que, quando fazemos uma história apenas em nossa cabeça é como se a víssemos beeeeem de longe, apenas um pontinho no horizonte. Quando começamos a escrever, é como se nos aproximássemos dela e, pouco a pouco, os detalhes vão ficando mais claros. Conseguimos ver suas formas mais claramente, perceber sua textura, seus odores. É algo muito gratificante.


Por muitas vezes disse a mim mesmo "essa história está horrível, nem adianta continua vou apagar tudo e começar do zero!". Senti muita tentação em fazer isso e agradeço imensamente por não ter feito! Por pior que achasse que estivesse a história continuei com ela. Pode parecer bobagem o que vou dizer agora, mas eu sentia que seria até mesmo injusto com meus personagens que sofreram tanto simplesmente serem apagados antes de concluírem suas jornadas pessoas. Não era nem como se eles morressem, o que não tenho problema nenhum em fazer (Sim, mato muito personagem meu rsrs), mas é como se eles tivessem "parado no tempo" ou se o universo em que eles existissem tivesse simplesmente desaparecido com um estalar de dedos.


Enfim, terminei a história, fiquei muito feliz comigo. Mesmo sabendo de tantos problemas que a história tinha. Entretanto, havia um um porém, a história estava inacabada, pois havia uma continuação a ser feita. Dessa vez eu não sentia tanto medo, pois tinha a certeza que "já havia escrito uma história uma vez, posso fazer de novo!". Não vou dizer que foi fácil, nunca é, mas eu me sentia mais confiante comigo mesmo e a tal história saiu.


Atualmente, tenho esses dois "Livros" salvos aqui no meu computador. Acho-as histórias boas? Não mesmo! Se uma editora me disse-se "Lucas, publico essas suas histórias de graça" eu recusaria. Não estou satisfeito com a qualidade delas, mas, isso não muda o fato de ter um ENORME carinho pelas mesmas. Tenho um grande amor pelos personagens e pelo enredo. Muitas vezes me pego pensando em fazer um conto com um dos personagens, uma continuação canônica. Talvez um dia eu realmente faça.


De lá para cá, já escrevi muitas outras histórias. Algumas abandonei-as no meio do caminho é verdade, pois a paixão para escrevê-las se foi. Outras, entretanto, consegui terminar. Houveram ainda aquelas que comecei, cheguei em certo ponto, parei, e um ou dois anos depois, retornei para terminá-la!


Atualmente, me sinto muito mais confiante quando começo uma história, pois tenho um empenho e uma organização maior ao me dedicar a um projeto. Eu até posso demorar, mas geralmente termino a história! Mesmo assim, estou ciente de que se não fosse o meu "eu" lá de trás, que fez histórias de uma qualidade a qual hoje não considero boa, não existiria meu eu atual. Também sei que a muito ainda o que eu precise aprender. Sempre me sinto intimidado quando leio livros de escritores famosos e me pergunto se um dia irei escrever tão bem quanto eles. Ainda nem cheguei a publicar um livro!


Mas enfim, espero com esse pequeno relato ter encorajado a todos a continuarem com suas histórias. Escrever é uma tarefa árdua, e muitas vezes solitária, mas devemos continuar se é isso que desejamos! Boa sorte a todos que tentam publicar suas histórias e desejo que consigam isso e muito mais!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Resenha - O reino encantado

  O reino encantado é uma história de fantasia voltada para o público juvenil a qual eu já havia falado um pouco aqui no blog. Hoje, vim tr...